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🛡️ O Relatório de Segurança WordPress · julho 2026

🇵🇹 Portugal: 1 em cada 5 sites utiliza software com uma falha de segurança conhecida

Analisámos 59 milhões de sites com a ajuda de IA. O resultado é desanimador.

Portugal: alcançámos 52.881 sites ativos. Desses, 18.827 utilizam WordPress e, nos casos em que foi possível identificar a versão (15.321 sites), 10.434 — 68,1% — utilizam um plugin ou tema com uma falha de segurança publicamente conhecida. Isto representa 1 em cada 5 sites de todo o país, e trata-se de um limite inferior: os sites que ocultam a versão não são de todo contabilizados. O que isto mostra é o quão desatualizados estes sistemas são mantidos.

Análise de sites ativos e com conteúdo validado · dados de vulnerabilidade da Wordfence Intelligence · instantâneo 2026-07-25 · pela Piperic

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68,1%
utilizam um componente com vulnerabilidade conhecida
53%
utilizam um componente que pode ser explorado SEM qualquer login
Das vulnerabilidades conhecidas que conseguimos correlacionar, aqui contam apenas as que não exigem nenhuma conta autenticada (CVSS “Privileges Required: None”) — o subconjunto que um atacante anónimo conseguiria alcançar.
9,1%
utilizam um componente com falha crítica (CVSS 9+)

Não atacámos um único site

Este relatório foi produzido sem testar uma palavra-passe, analisar uma porta, sondar um formulário de login ou enviar um único pedido que um navegador comum não enviasse. Pedimos a cada site a sua página inicial — exatamente da mesma forma que o seu navegador faz quando escreve o endereço — e lemos o que foi devolvido. Tudo o que se segue é o que está visível do exterior, abrangendo Portugal e 58 outros países.

Por que razão isto importa mais este ano do que no ano passado

Encontrar um componente desatualizado num site costumava dar trabalho: era preciso procurar, reconhecer, cruzar dados. Foi essa parte que mudou. Ler uma página, identificar uma versão e compará-la com uma base de dados de vulnerabilidades é agora uma tarefa que uma máquina executa continuamente, à escala de toda a web. Portugal: dos sites WordPress que conseguimos medir, 53% apresentam pelo menos uma falha classificada como não exigindo quaisquer privilégios — sem conta, sem palavra-passe. Esta não é a categoria mais difícil de explorar. É a mais fácil de automatizar.

A ameaça não é que alguém esteja a visar o seu site. É que ninguém precisa de o fazer.

Portugal no ranking mundial

Proporção de sites WordPress analisados que utilizam um componente com vulnerabilidade conhecida (percentagem menor = mais atualizados). Portugal ocupa a posição #20 entre 59 países.

🇻🇳 Vietnã83,6%🇲🇦 Marrocos76,9%🇹🇷 Turquia75,7%🇹🇭 Tailândia74,1%🇧🇾 Belarus73,9%🇭🇰 Hong Kong73,6%🇮🇱 Israel73,3%🇬🇷 Grécia73,1%🇵🇹 Portugal68,1%

Países vizinhos apresentados para contexto. O ranking completo está disponível no download de dados.

Portugal frente ao mundo

Como Portugal se compara à média global de sites WordPress — e a sua exposição a uma biblioteca de front-end descontinuada, que deixou de receber correções de segurança em 2016.

68,1%
dos sites em Portugal são vulneráveis
57,8%
média global
26,3%
com o jQuery 1.x obsoleto

Toda a web — não apenas WordPress

Estas métricas aplicam-se a todos os sites ativos em Portugal que analisámos. Não dependem da deteção de versões, pelo que não apresentam viés de seleção.

3,1%
ainda são servidos sem HTTPS
47,2%
carregam JavaScript de terceiros sem verificação (sem SRI)
55
páginas pedem uma palavra-passe através de uma ligação não encriptada
5,8%
misturam recursos inseguros numa página segura

Conclusão global — medida em todos os 59 países, não apenas para Portugal — Verificámos para onde esses formulários de palavra-passe enviam realmente a palavra-passe. Em todo o estudo, 89,1% submetem-na também em texto claro — o formulário envia os dados de volta para a mesma página não encriptada. Apenas 5,1% enviam para um endereço encriptado e, mesmo aí, a própria página pode ser reescrita em trânsito, porque chegou desprotegida.

Plataformas que já não recebem suporte

Para cada plataforma, a proporção dos sites analisados em Portugal que continuam numa linha de versões para a qual o fornecedor deixou de publicar correções de segurança.

PlataformaSitesNuma linha sem suporte
Joomla1.09061,7%
Drupal55929,5%
Magento3277,6%

Fim do suporte: Joomla 3.x — agosto de 2023 · Drupal 7 — janeiro de 2025 · Magento 1 — junho de 2020.

Conclusão global — medida em todos os 59 países, não apenas para Portugal — Em todo o estudo, a desfiguração visível é 45,5× mais frequente em sites Joomla do que em sites WordPress — enquanto o spam injetado, nas mesmas páginas, é apenas 1,3× mais comum, pelo que a diferença é específica de invasões. Trata-se de um instantâneo: mede quantos sites estão visivelmente desfigurados neste momento, não a frequência com que são invadidos.

Os componentes vulneráveis mais comuns em Portugal

Proporção dos sites WordPress analisados em Portugal que utilizam cada plugin ou tema numa versão com uma vulnerabilidade conhecida.

Slider Revolution17,52%Contact Form 717,36%WPBakery Page Builder12,57%WooCommerce7,58%Elementor Pro6,12%Elementor Header & Footer4,15%Essential Addons for Elementor4,07%Elementor3,86%Astra (theme)2,84%LayerSlider2,4%Smash Balloon Instagram Feed2,27%Wpforms Lite1,93%Betheme1,89%Hello Elementor1,79%Cookie Notice1,79%

Os plugins mais usados — e com que frequência estão desatualizados

Entre os sites de Portugal que utilizam cada um destes componentes populares, a proporção que se encontra numa versão com vulnerabilidade conhecida. Alguns mantêm-se atualizados; construtores de páginas e sliders tendem a ficar para trás.

Contact Form 746%Elementor11%Slider Revolution97%WooCommerce48%Elementor Pro41%WPBakery Page Builder94%Hello Elementor16%CookieYes3%Cookie Notice26%Astra (theme)54%Elementor Header & Footer100%Essential Addons for Elementor100%Smash Balloon Instagram Feed71%Google Analytics For Wordpress40%LayerSlider79%

A divisão segue uma linha: como o componente lá chegou. Os componentes instalados diretamente — listados no painel de administração, com um botão de atualização ao lado — encontram-se no fundo desta lista. Os componentes que chegam embutidos num tema comprado, onde o proprietário pode nunca os ver listados, encontram-se no topo. O risco não é o plugin que escolheu; é aquele que nunca soube que tinha instalado.

Quão graves são as exposições?

Dos sites de Portugal que utilizam um componente vulnerável, o nível máximo de gravidade (CVSS) encontrado.

Crítica (CVSS 9,0–10)13,4%Alta (7,0–8,9)50,9%Média (4,0–6,9)35,7%Baixa (<4)0%

Quais os setores que utilizam mais componentes vulneráveis

Proporção dos sites WordPress analisados em Portugal que utilizam um componente com vulnerabilidade conhecida, por setor.

SetorSitesVulneráveis
Compras13577%
Imóveis14275,4%
Automotivo15070,7%
Tecnologia e informática20365,5%
Negócios e finanças56264,9%
Comida e bebida13762%
Direito16759,9%
Esportes19540%

Um único operador, 15.852 sites — e só é ativado no telemóvel

O mesmo implante encontra-se em 15.852 das páginas iniciais que analisámos, contactando 2 servidores controlados pelo atacante e enviando de cada site um identificador de campanha idêntico, gravado no código: trata-se de uma única operação, não de uma coincidência. O código verifica primeiro se o visitante está num computador e, se for o caso, permanece inativo. Num telemóvel, abre uma ligação para o servidor do operador e executa no navegador do visitante tudo o que esse servidor devolver — o que acontece de facto é, portanto, decidido remotamente, no momento da visita. Em dois terços das cópias, um filtro aleatório limita esta ação a cerca de um em cada três visitantes: mais uma forma de passar despercebido.

Portugal: não identificámos nenhum site afetado — o que não significa que não existam.

⚠ Estas não são empresas comprometidas, e não as contabilizamos como tal. Analisámos os sites que contêm este código: 88% são sites de adultos em língua chinesa, de streaming pirata ou de negociação com margem, e 99,8% não utilizam nenhum sistema de gestão de conteúdos reconhecível. Parece ser uma rede a rentabilizar o seu próprio tráfego móvel. Reportamos esta situação porque a técnica é o que importa: é a mesma evasão que uma verdadeira campanha de ataque utilizaria, e é invisível para as verificações em computadores. Três quartos dos sites afetados em todo o mundo utilizam domínios genéricos (.com, .net) que não podem ser atribuídos a nenhum país, pelo que os números nacionais são um limite inferior, nunca um total. Além disso, o implante reage ao dispositivo do visitante, não ao país do site.

Sinais de comprometimento

Indicadores detectados de forma conservadora nos sites analisados (Portugal). Cada número é um LIMITE INFERIOR — contamos apenas o que podemos identificar com alta confiança, e nunca nomeamos um site individual.

26
contêm spam de links ocultos injetados
2
exibem texto de defacement

Analisámos quem apresenta estes sinais antes de os publicar: 74,2% utilizam um sistema de gestão de conteúdos reconhecível e 46% publicam um número de telefone ou um endereço de e-mail. Trata-se de empresas ativas com clientes — uma clínica de dermatologia, uma sociedade de advogados, uma instituição de solidariedade — e não de domínios abandonados. A página inicial de cada um deles está a trabalhar silenciosamente para terceiros.

⚠ O implante que encontrámos com mais frequência é ativado apenas para uma parte dos visitantes em dispositivos móveis e abre uma ligação a um servidor controlado pelo atacante, que pode então executar código arbitrário no navegador do visitante — uma tática que contorna deliberadamente as análises de segurança feitas em computadores.

Servidores que expõem os seus próprios detalhes internos

Sites em Portugal cuja página inicial apresenta mensagens de erro do servidor ou caminhos internos de ficheiros — informação que ajuda um atacante a mapear o sistema.

72
apresentam erros de PHP ou de base de dados na página inicial
162
expõem caminhos de ficheiros do servidor

Verifique o seu próprio site

Gratuito, sem registo — veja o que o nosso índice sabe sobre qualquer site:

Para jornalistas — kit de imprensa

“As grandes vulnerabilidades fazem as manchetes; mas a realidade silenciosa é que a maioria dos sites WordPress em Portugal utiliza um componente com uma falha antiga e por corrigir — geralmente um plugin premium incluído num tema que nunca ninguém atualiza,”
— disse Attila Rácz-Akácosi, fundador da Piperic.

Como citar: “Segundo o Relatório de Segurança WordPress da Piperic (2026-07-25), 68,1% dos sites WordPress analisados em Portugal utilizam um componente com uma vulnerabilidade conhecida…” — com link para esta página.

Descarregar os dados do país (JSON) Conjunto de dados dos rankings globais

Metodologia

Amostra: sites WordPress analisados em Portugal (atribuição baseada no ccTLD) onde foi possível ler a versão de pelo menos um plugin ou tema a partir da página inicial. As versões são cruzadas com a base de dados de vulnerabilidades da Wordfence Intelligence (baseada em CVE). Isto reflete o estado das atualizações — utilizar uma versão para a qual foi divulgada uma vulnerabilidade — e não se o site é efetivamente explorável. A deteção apenas na página inicial identifica componentes de front-end e não plugins de back-end. Todos os valores são agregados; nenhum site individual é identificado. Ponto de situação a 2026-07-25 (congelado). Dados de vulnerabilidades © Wordfence Intelligence, MITRE quando aplicável.

Contacto de imprensa: press@piperic.com · Dados: Piperic Business Intelligence

Todos os números nesta página podem ser reproduzidos a partir do conjunto de dados público acima.

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